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Público ou Privado?

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por Maurílio Candido Junior

Na semana passada recebemos a noticia, aqui em Carapicuíba, da prisão do vereador Paulo Xavier (PSDB). O Edil foi preso preventivamente por ordem do MP (Ministério Público), após ser investigado por cerca de 2 anos.
Dentre as acusações que justificam a prisão estão: Peculato, falsidade ideológica, organização criminosa, nepotismo e contratação de funcionários fantasmas (veja matéria aqui).

Sem entrar no mérito da questão que causou a prisão do nobre edil, preferimos discorrer aqui sobre a percepção de parlamentares e agentes políticos, quanto ao patrimônio público ser “público” ou “privado” – de uso dele e para usufruto seu e de seus familiares, enquanto investido no mandato.

Chega a ser comum o sentimento deles [agentes e parlamentares], de que é ‘privado’ o uso do patrimônio público e tudo aquilo que ele oferece, inclusive o de pessoas. Que em alguns casos são tratados como, meros funcionários de fundo de quintal, deles.

Além de utilizarem de funcionários públicos para trabalhar em suas casas, comércios e empresas como seus funcionários particulares, alguns casos denunciados no País, mostram que esses funcionários ainda tem que devolver parte do seu salário para eles.

Com incrível sentimento de impunidade e superioridade, esses agentes e parlamentares acham-se merecedores de tudo o que estiver ao alcance de suas mãos e tentam pegar tudo para eles e usam como seu fosse, toda a estrutura da máquina pública, veículos funcionários, materiais, mão-de-obra, etc… Acreditam que o voto lhes dá esse direito.

Não se importam com a população, não se importam com o eleitor, aquele a quem eles deveriam representar com seu mandato. Pouco ou nada fazem para eles. Não exercem a função política para qual foi eleito, exercem a profissão de empresário político, onde o mandato faz o papel de empresa com fins lucrativos.

E, para sua melhoria pessoal, fazem de tudo e mais um pouco. Não medem esforços. E a população vê com espanto os sinais exteriores de riqueza, que eles ostentam sem medo.

É comum pelo que vemos quebrarem por uso do nepotismo direto ou cruzado, as regras da sumula vinculante n.13. Contratam filhos, esposas e parentes, seus ou de outros em suas secretarias e gabinetes – alguns utilizam o método do Nepotismo Cruzado -. Também é muito comum parte desses parentes só comparecerem as repartições para assinarem o ponto ou para receberem seus salários.

Com espanto escutei outro dia uma estória de uma pessoa, que falava de uma parente que havia sido demitida de seu emprego na economia privada e foi receber seu seguro desemprego. “E qual não foi sua surpresa, ao saber que não poderia receber seu seguro desemprego, porque era funcionária da Câmara de vereadores.”Ali na repartição, só ali, ela ficou sabendo que era funcionária fantasma de um vereador e alguém recebia seu salário sem ela ao menos ter conhecimento do que ocorria. Tentei descobri qual era a cidade e qual o edil envolvido na situação mas o interlocutor desconversou, dizendo não querer prejudicar a parente, pois disse que depois de alguma discussão o valor do seguro desemprego lhe foi ressarcido, e tudo ficou por isso mesmo. Não tive como verificar a veracidade das informações, pode ser verdade ou mentira. Mas não duvidamos de nada.

Repercutiu tanto e tão alto a prisão do vereador aqui em Carapicuíba que, já se escutam comentários de que funcionários de gabinetes de vereadores, estão pedindo para sair e até implorando por exoneração.

Tantos são os mandos e desmandos dos ‘mais iguais do que os outros’, já que loteiam e dividem entre si (seus pares), tudo que lhes interessa. Enquanto o povo, hora o povo. Fica a lamentar.

Temos como mudar esta situação. Aliás temos é que mudar esta situação!

Para isso é necessário nos indignarmos. Deixe sua indignação fluir.

Os agentes políticos  e parlamentares, trabalham para nós – ou em tese, deveriam trabalhar para nós, população -, somos nós que pagamos seus salários e averbamos seu tempo de mandato com nosso voto. Além de votarmos com atenção, com maior cuidado na escolha dos nossos representantes, devemos denunciar todo mal feito por eles, tais como desvio de função, contratação de funcionários fantasmas, uso de veículos e funcionários para outras atividades, apropriação da coisa pública, desvio de verbas e tudo o que se espolie o tesouro municipal.

Juntos podemos mudar. Faça sua parte, cidadão.

*Maurílio Candido Junior
é Jornalista e editor responsável pelo Jornal Guia Carapicuíba

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